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A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

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Uma Macaca na Cidade (40)

VOTAR ESTÁ IN!

 

A julgar pela ligeira descida na abstenção, nas eleições autárquicas do passado domingo, eu diria que votar está in! Nem que seja para poder tirar uma selfie nas urnas e instagramar, com o belo do boletim de voto na mão! (Sim! Isto acontece… E não foram uma nem duas as pessoas que vi no domingo com este tipo de selfie no IG!)

 

É certo que mais do que umas europeias ou presidenciais, as autárquicas são dos atos eleitorais que mais mexem com as pessoas, que mais dizem respeito ao que realmente importa às pessoas, no seio da sua comunidade.

 

Para mim, sempre foi um acontecimento ir votar. Talvez muito por herança/tradição familiar. Desde tenra idade que me foi incutida essa noção de direito/dever associada ao ato eleitoral. Lembro-me de ver o meu pai sair de casa bem cedo, em dia de eleições, para começar o dia a exercer o seu dever. Já a minha mãe, preferia tratar dos afazeres domésticos e ir votar a seguir ao almoço, acompanhada pelas filhas (e pela mãe, minha avó), todas arranjadas a rigor, com a pompa e circunstância caraterísticas de um passeio domingueiro.

 

Se há pessoa que ainda hoje se reveste de pompa e circunstância para o ato eleitoral é a minha avó. Aos 92 anos, não abdica de ir ao cabeleireiro e de escolher a indumentária para a ocasião com uns dias de antecedência. Em pequena, ia sempre pela mão dela, até à urna e ficava fascinada com aquele papelinho onde ela metia a cruzinha. SEMPRE no mesmo partido! E este SEMPRE não é uma força de expressão, acreditem, mas antes uma realidade. Clube e partido político são duas convicções inabaláveis na sua vida. Um dia, os senhores da mesa de voto lá acharam que eu já seria grande demais para acompanhá-la… Não fosse eu influenciá-la de alguma forma… Aaaaaaah! Vê-se mesmo que não conhecem a minha avó! Que isto das cores políticas e clubísticas vai do berço ao caixão!

boletim_voto.jpg

E pronto, só voltei atrás daquele biombo mágico uns anos depois. E desde que tenho direito de voto, nunca falhei uma ida às urnas. Já votei em branco e já estive tantas vezes do lado dos vencedores, como dos vencidos, estou em crer.

 

Outra tradição em casa dos meus pais era ficar a “curtir” a noite eleitoral que, em tempos idos, não incluía um zapping frenético entre os diversos canais porque só existiam dois (e por ser preciso levantar o rabo do sofá para mudar o canal!). Eu e a minha irmã tínhamos que estar caladinhas e deixar os crescidos ouvir os comentários e discursos de vitória e derrota. Aprendi muito nesses serões, hoje sei isso. Apercebi-me disso ontem, quando já toda a casa dormia e eu, sentada no sofá da sala, a média luz, ouvia os soundbites e as análises detalhadas dos resultados das autárquicas.

 

Posso dizer que, em relação às eleições de domingo – e no que diz respeito à “minha” autarquia e à “minha “junta de freguesia” – fiquei bastante satisfeita com o resultado. Votei na continuidade do trabalho até aqui desenvolvido e sinto que não serei desiludida. A ver… E de forma pró-ativa, que isto de se ser cidadão também não é só por cruzinhas no papel.

 

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