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A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

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Uma Macaca na Cidade (21)

Avós: essa entidade que acredita na equação açúcar = amor 

 

Tenho a sorte de contar com a minha mãe e com a minha sogra para tudo, neste desafio que é ser mulher+trabalhadora-a-tempo-inteiro+mãe-de-2. Estão ambas perto, física e emocionalmente, com uma disponibilidade que não tem preço (e mesmo que tivesse, nunca lhes conseguiria pagar). 

 

Está cientificamente provado o quão benéfico é para as crianças o convívio com os avós (e vice-versa) e isso reflete-se no desenvolvimento deles. Também eu tive essa felicidade na minha infância e marcou muito a minha forma de ser e de estar na vida. 

 

Isto para dizer que ter os avós por perto é excelente, mas como tudo, tem as suas perks… Nem a minha mãe, nem a minha sogra são intrometidas no que toca à educação dos netos, mas ambas têm um problema… Não percebem muito bem a palavra não e quando a negativa se prende diretamente com restrições alimentares (nomeadamente de doces), a coisa piora. 

 

No tempo das então mães agora avós, não havia toda a informação de que hoje dispomos relativamente aos perigos do açúcar. Mas hoje temos! Não sou fundamentalista... Os meus filhos comem a sua bolachinha Maria e a sua língua de veado pontualmente, até o seu ice-tea ou coca-cola de vez em quando (aqui refiro-me essencialmente ao Manel, de 6 anos, posto que a Maria ainda tem só 14 meses)… O problema é quando esse de-vez-em-quando se torna regra, ao invés de exceção. E as avós são pródigas neste “mimo de açúcar” constante. 

 

Depois das férias em Cabo Verde, em que Manel abusou de doces, refrigerantes, pizzas e outras “porcarias” – precisamente porque estava de férias e as férias também são para isso – combinámos com ele que faria um “detox” assim que regressasse a Lisboa. E, claro, avisámos as avós, às quais pedimos (exigimos!?) a sua colaboração. 

 

Primeiro dia em que a minha mãe vai ficar com a Maria: 

- “Olha, passei no Choupana e trouxe dois croissants.” 

- “Mãe, que parte do não-tragas-bolos é que não percebeste?” 

- “Oh, croissants não são bolos…” 

- “… (rolling eyes)…” 

 

Este fim de semana, depois de passar um dia em casa da minha sogra, Manel chega a casa com um pacote de bolachas tipo-Oreo praticamente todas comidas e meio pacote de amêndoas de chocolate (ele que até há bem pouco tempo nem gostava de chocolate). Quanto às amêndoas, a minha sogra descartou-se com um “foi alguém que lhas ofereceu”, do tipo “a culpa não é minha” como se isso fosse o que realmente importa… No caso das bolachas tipo-Oreo, brindou-me com um paternalista “olha que estas bolachinhas até nem são nada doces, por acaso…” (rolling eyes!!!). 

 

O mais cómico (confesso que até tive pena dela quando se apercebeu do que estava a dizer, daí o cómico) foi quando eu estava a trocar os sapatos do Manel e reparei que estavam sujos e a minha sogra, depois de toda esta conversa, se descai com um “ah, isso foi chocolate de um gelado que ele comeu…”. 

 

A sério, por favor, alguém me diga como se educam estes avós?

 

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