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A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

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Uma Macaca na Cidade (20)

Bubista 

 

Que é como quem diz Boa Vista em crioulo… 

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Boa Vista é uma das 10 ilhas que compõem Cabo Verde, a mais próxima do continente africano e uma das mais turísticas do arquipélago. A escassas quatro horas de distância de Portugal, com um clima estável ao longo do ano (sem grandes amplitudes térmicas) e ameno (a dar para o quente), água do mar a temperatura bem mais simpática que a da nossa costa e de língua oficial portuguesa, este país tem tudo para ser um destino de férias apetecível. 

 

Quanto a nós, fugimos ao turismo de massas/resort e aproveitámos para ficar em casa de amigos, conseguindo desta forma absorver um pouco do que é o quotidiano das gentes e da vida na ilha da Boa Vista. 

 

 

Não faltou uma festa tipicamente africana – à noite, num rooftop de uma casa com vista para o mar, música em altos berros (DJ!), dança (no meu caso, eu de boca aberta a ver os locais a darem um show de dança!), churrasco e muita bebida –, pescaria e picnic na praia e até uma sessão de teatro em Fundo das Figueiras (num recinto polidesportivo ao ar livre e onde o nosso chinelo-no-pé contrastava com as roupas domingueiras e o cheiro a perfume daquela comunidade que foi em massa assistir ao espetáculo). 

 

Vento e praia são as palavras que rivalizam entre si na altura de caraterizar/adjetivar este pedacinho de terra situado no Oceano Atlântico. A ilha é mesmo muito ventosa, mas até agradecemos a brisa (que nem é assim tão fresca) na altura de nos estendermos ao sol, que é verdadeiramente inclemente. As praias são, sem sombra de dúvida, o chamariz da ilha: praticamente desertas, areia branca a perder de vista, dunas e água transparente, onde – com sorte – até se conseguem avistar algumas tartarugas… O lema da ilha é “no stress” (em inglês) ou morabeza (em crioulo) e nós seguimos à risca este mote! 

 

Por ser uma ilha pequena – com oito (salvo erro) povoações, para além da capital Sal Rei (já de si minúscula) – a visita aos principais “pontos turísticos” faz-se bem de táxi (pick-ups, com assentos na caixa aberta) ou moto-4 para os mais radicais (alugam-se facilmente; recomenda-se utilização de lenço a tapar a cara por causa da areia/poeira). As aspas em pontos turísticos justificam-se com a descrição dos mesmos: mercado do peixe (o kilo do atum é a 8 euros!), igrejas em ruínas, barcos naufragados, um mini-deserto onde a diversão é garantida (quer a fazer rali 4x4 nas dunas, quer a dar saltos e a aterrar na areia fofa) e o “safari” que a deslocação pelas estradas da ilha nos proporciona (onde cabras e burros não faltam). 

 

Quanto ao artesanato local, nada de relevo a registar, por não ser local. Há o artesanato típico de África, vendido por senegaleses (mas para isso compro cá, na Gare do Oriente ou na FIA). 

 

Já em relação à comidinha (tema que me apraz particularmente), de salientar o carpaccio de peixe, feito obviamente com atum e com um peixe local designado por serra (mais fresco impossível!), a cachupa, os pastelinhos de peixe (atum) e o queijo de cabra (salpicado com mel e polvilhado com café em pó ou então gratinado com legumes no forno). Ah… e gelado de bolacha! 

 

Foram 12 dias de chinelo no pé, pé com areia, cabelo com sal, pele com (muito!) protetor solar… Doze dias em que ventou sempre, ininterruptamente… Vislumbrámos uma tartaruga de uma das vezes que andámos de kayak, tentámos não pisar as caravelas portuguesas (tão lindas, quanto perigosas) nos extensos areais, sentimos as pernas a afundar-se na areia fofa do deserto de Viana, contemplámos um céu estrelado como há muito não tínhamos oportunidade de ver, aprendemos o cumprimento local (soquinho), tentámos falar e aprender crioulo, picnicámos no deserto e na praia, caminhámos por áreas em que duvidámos se estaríamos na Terra ou em Marte, fomos felizes e voltámos felizes (e bronzeados). 

 

Agradecimento: à família AYB. 

(ONDE TU FORES VIVER, EU VOU LÁ TER. ONDE TU FORES VIVER, EU VOU LÁ TER, PARA CONVIVER!!!! Allez allez allez oooooooooooooooh Allez allez allez oooooooooooooh…)

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