Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

Taxistas Uber-Revoltados

Sou alfacinha de gema, mãe de dois, jornalista, bloguer (Macaquinhas no sótão). Gosto de escrever e de tudo o que tem a ver com livros/literatura e com gastronomia. Com esta nova rubrica vou imprimir alguma urbanidade ao blogue da querida Cátia, a rapariga da aldeia com mais pinta que conheço!

 

 

Não haveria melhor forma de dar início a esta rubrica urbana do que com uma cena típica de grandes cidades: uma manifestação!

 

E logo uma marcha lenta/concentração de motoristas de táxi (querem coisa mais digna de uma grande capital?). A bem dizer, “digna” não é de todo o melhor adjetivo neste contexto…


Ora bem, desde já aqui deixo a minha declaração de interesses: escrevo esta crónica como utente assídua de carros de praça lisboeta e pessoa-virgem na utilização de empresas como a Uber e a Cabify (embora neste momento esteja a escrever esta crónica com uma mão e a instalar a app da Uber no meu smartphone com a outra). Essencial para este relato é, ainda, o facto de – pouca sorte a minha – viver a uns 15 minutos (a pé!) do aeroporto (neste momento já consigo sentir a vossa pena e solidariedade!).


Como devem calcular, enquanto cliente-frequente de táxis em Lisboa, já “apanhei” de tudo um pouco, mas deixo-vos aqui uma coletânea daquilo que vos pode acontecer ao sentarem-se no banco de trás de um “preto-e-verde” (Sim, para mim os táxis são preto e verdes! Que querem? Sou uma moça antiga!):

 


- o “acelera”: apertem os cintos e rezem a todos os santinhos para chegarem inteiros ao vosso destino (um saquinho de enjoo também não é mal pensado… pode vir a fazer falta). São 6h da manhã, não há trânsito, e por isso também não há sinais de trânsito para respeitar, pensa o “acelera”. Mesmo que já tenhas explicado que acordaste com tempo, há um comboio ou um avião para apanhar (ou então não…) e por isso vamos lá por prego a fundo;


- o “revoltado”: com os políticos, com o país, com o mundo e as pessoas em geral. Roda o pescoço (com as veias salientes) para trás amiúde, enquanto vocifera e pragueja contra tudo e contra todos. Podes por phones ou aproveitar para fazer aquela chamada longa para a mãe. Mas, aconselho, vai fazendo uns “hum… hum…” de vez em quando porque este tipo é extremamente carente de validação positiva.


- o “taxista do aeroporto”: sim, este é por si só uma categoria à parte. Falo dos das Chegadas, mas volta e meia, nas Partidas, também pululam uns exemplares semelhantes. Como moradora perto do aeroporto, tenho por costume ir apanhar táxi às Partidas, mas já foi um conselho mais útil… O melhor mesmo, é ir de metro… Nem que seja até uma estação onde possam apanhar outro táxi ou transporte. Este espécime pode tornar-se muito mal-educado e agressivo.


- o “pinguças”: são 7h da manhã e o táxi já tem todo um odor a vinho tinto, normalmente misturado com alho (nunca percebi bem esta associação, mas é frequente). Pode esquecer-se de ligar o parquímetro, por isso: Atenção! É que no final da corrida são vocês que vão “pagar as favas” pelo esquecimento, acreditem! (um saquinho de enjoo também não é mal pensado… pode vir a fazer falta).


- o “velhinho-que-já-morreu-mas-ninguém-o-avisou”: fujam deste tipo, a sério, sobretudo se estiverem com pressa. É confrangedor (o que vale é que é cada vez mais raro!)! O velocímetro nunca passa dos 40 km/hora e o cheiro a naftalina é atroz (um saquinho de enjoo também não é mal pensado… pode vir a fazer falta).


Podia estar nisto a manhã toda: o “(ex-)toxicodependente”, o “psicopata”, o “psicólogo”, o “filósofo”, o “taxista por vocação desde pequenino”, o “engatatão”… Já vi de tudo, como vos digo!


De salientar que os tipos de taxista acima descritos não passam disso mesmo: tipos! estereótipos! Não caraterizam a totalidade da classe diga-se, embora abranjam a grande maioria dos profissionais, infelizmente. A meu ver, o problema começa na representação da classe… E para isso, basta atentar nas mais recentes declarações do líder da ANTRAL: uber-desnecessárias (to say the least!).


No que à manifestação de hoje diz respeito, só posso concluir que é a melhor publicidade que as empresas “Uber-like” poderiam ter. Ainda que os taxistas tivessem toda a razão do mundo, perdem-na no momento em que incitam a (e praticam!) atos de violência. Já nem vou falar do transtorno que foi chegar ao trabalho hoje. Metro à pinha, paragens de autocarro cheias de gente à espera há horas, trânsito caótico…


Cheira-me que hoje o dia na cidade não acaba sem mortos nem feridos… O que é uber-má-onda, deixem-me que vos diga!

 

 

Escrito por Uma Macaca na Cidade

 

3 comentários

Comentar post

A Blogger

Sigam a Rapariga

Follow my blog with Bloglovin Follow

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D