Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

Uma Macaca na Cidade (39)

Macaquinha das Feiras

 

Se há coisa que adoro nesta vida são mercados e feiras, dos mais tradicionais e genuínos, com bancas de produtos artesanais, alumínios e cerâmicas, cestaria e olaria, peixeiras e ciganas a apregoar, freguesia autêntica e variada…

 

Uma memória de infância que guardo com carinho são as idas anuais à Feira da Luz. Acho que esta foi, muito provavelmente, a primeira feira que conheci e a que fui, na altura pela mão dos meus pais. Lembro-me como se fosse hoje das luzes e do som dos carrosséis, do cheirinho das pipocas e do algodão doce, dos peluches gigantes e dos sapatos todos ao molho. Não esqueço a fartura gorda com a inigualável combinação de açúcar e canela, que acabavam por ir para casa comigo, agarrados à malha do casaco e aos cabelos…

 

Pelas mais diversas razões, foram muitos os anos que estive sem voltar a esta feira. Mas ela esteve sempre lá, todos os anos, igual a si própria, genuína, ainda que com algumas alterações e melhoramentos ao longo do tempo. Este ano, a grande novidade da Feira da Luz foi a possibilidade de fazer uma “viagem” num balão de ar quente. O palco de enormes dimensões, para atuação de artistas de renome, também constituiu para mim uma surpresa. De resto, a mesma dinâmica de sempre: os ténis “Ardidas”, as malas “Xanel”, o riso das crianças nos carrosséis…

 

A mim, que regressei passados tantos anos, a feira pareceu-me ter encolhido. Mas o Largo da Luz (Carnide, Lisboa), onde ela decorre, não mudou de tamanho. Eu é que cresci… Mas posso garantir que a felicidade com que me lambuzei com os churros quentinhos, essa é exatamente a mesma que sentia na infância!

 

A Feira da Luz vai estar aberta até ao próximo dia 24 de setembro, por isso não percam!

Ainda há muito para ver neste evento que, para mim, marca o final do Verão.

  

PS – foi preciso ir à Feira da Luz para matar ESTE DESEJO!

  

roupa-para-bebs-na-fantasia-de-macaco-g-18919-MLB2

 

Uma Macaca na Cidade (38)

Vida de encarregada de educação – A rentrée

 

A 12 de setembro de 2016 – isto é, há precisamente um ano – escrevia este post:

 

"school is the path, not the point"

nisto de sermos pais não há certezas absolutas. educar é um equilíbrio frágil, em que as decisões que tomamos nunca são validadas a cem por cento e não há como saber como teria sido se tivéssemos optado por outros caminhos. a par desta pressão invisível mas constante, há a pressão bem tangível da sociedade, do "porque é assim...", do "se fosse comigo...", do "a filha da vizinha isto e aquilo...", que se agudiza em determinadas alturas da vida. é o caso da entrada para a escola primária (que hoje se designa por ensino básico) para as crianças nascidas entre 15 de setembro e 31 de janeiro. é o caso do meu filho. faz seis anos em dezembro, logo, é vaga condicionada. inscrevi-o na escola pública para o 1º ano. não entrou. a escola decidiu por nós. mas decidiu na nossa direção. sei que cognitivamente está preparado. já lê algumas coisas. adora letras, mapas e bandeiras. é enorme em tamanho (ontem o pai, ainda a duvidar um pouco da nossa decisão, dizia em tom de brincadeira: "ele vai entrar na escola primária com 1,60m e 63kg!"). mas também sei que é muito imaturo emocionalmente. e que num ano muita coisa muda. acho sinceramente que há uma pressa desmesurada em crescer, em fazer coisas de adulto. já para não falar da obsessão em torno do aproveitamento escolar. estou realmente cansada dessa pressão... "já conta até quantos?", "ainda não anda na natação?", "quando vais pô-lo na catequese?", "não estás a protegê-lo em demasia?"... confesso que hoje, ao ver no mural de Facebook muitos filhos de amigos e conhecidos do ano do Manel a iniciarem o 1º ano do ensino básico, me deu um apertozinho no coração. será que tomámos a decisão certa? acredito que sim, porque o caminho vai-se caminhando... e o coração também se me aperta de cada vez que olho para o meu filho, porque gostava que não se sentisse pressionado para crescer à bruta, e porque quero aproveitar cada bocadinho e sinto o tempo a escorrer-me pelos dedos...

 

 

Doze meses volvidos, não mudava uma vírgula ao que disse… Continuo a pensar exatamente da mesma forma! E mais, não me arrependo em nada da decisão tomada.

 

O Manel entra hoje para o primeiro ano do primeiro ciclo com uma bagagem extraordinariamente rica e positiva. Ainda bem que é uma “bagagem” emocional, porque não haveria mochila escolar, nem coluna vertebral que aguentasse tamanho peso! É que na “mochila” do primeiro ano, o Manel leva as (novas) amizades verdadeiramente estruturais que o ano de pré-escolar na escola pública lhe trouxe; guarda a calma e tolerância que tanto a educadora como a auxiliar do ano passado souberam plantar e fazer florescer nele; leva com tímido orgulho a sua autoaprendizagem ao nível da leitura... Na mochila do Manel há, contudo, espaço para novas aprendizagens, doses generosas de brincadeira, resmas de camaradagem, carradas de vontade de crescer e uns bons quilos de curiosidade.

 

Como mãe de primeira viagem nesta incursão pela vida de encarregada de educação, tenho as emoções à flor da pele: entusiasmo, excitação, nostalgia… Tudo ao mesmo tempo! Como qualquer mãe, o meu principal desejo é que o Manel seja feliz. Feliz na sua individualidade, feliz em comunidade. Feliz no local onde vai passar mais tempo da sua vida, a partir de agora. Acredito que tem tudo para sê-lo!

 

Conselhos para esta encarregada de educação ser feliz neste caminho e ser capaz de ajudar a fazer o seu filho feliz são bem-vindos. 😁

 

Deixo aqui alguns links interessantes a propósito:

 

Regresso às aulas: seis coisas que os pais devem saber. AQUI 

 

Como fazer com que as crianças falem do seu dia-a-dia na escola. AQUI 

 

Como pôr as crianças a falar ao jantar. AQUI 

 

 

roupa-para-bebs-na-fantasia-de-macaco-g-18919-MLB2

 

Uma Macaca na Cidade (37)

DICA PARA QUEM AINDA ESTÁ DE FÉRIAS OU PARA UMA RENTRÉE MAIS CULTURAL

 

- VAN GOGH ALIVE THE EXPERIENCE -

 

Depois de ter ganho uma entrada grátis num passatempo promovido pela Vanita no seu blog – a quem aproveito para agradecer mais uma vez, sugerindo uma visita à sua incrível e recém-renovada Caixa de Segredos virtual – lá fui eu à Cordoaria Nacional ver a tão apregoada “exposição do Van Gogh”.

 

Fui no suposto último dia – 31 de agosto – e digo suposto, porque afinal o prazo foi alargado e a exposição vai ficar patente até outubro. Ainda têm, por isso, muito tempo para lá dar um salto.

 

Não vão à espera de ver os quadros do pintor, porque não é isso que vão encontrar. Antes, uma experiência multimédia, com projeção de algumas das obras mais icónicas do artista, que acompanham com pedaços da sua vida e dos seus pensamentos.

 

Já tive oportunidade de ver quadros de Vincent Van Gogh quer no Museu d’Orsay (Paris), quer no Museu Van Gogh (Amesterdão), mas desconhecia quase tudo da vida do pintor. As frases projetadas são inspiradoras e convidam à reflexão.

 

As grandes coisas são fruto da junção de uma série de pequenas coisas.

 

Os amigos chegados são o maior tesouro das nossas vidas. Por vezes conhecem-nos melhor do que nós próprios. (…) A sua presença relembra-nos que nunca estamos sozinhos.

 

A única forma de saber o que é a vida consiste em amar muitas coisas.

 

Sinto que não há nada de mais profundamente artístico do que amar as pessoas.

 

Só depois de cair me levanto.

 

O amor é algo eterno: o aspeto pode mudar, mas a sua essência não.

 

 

A experiência em si vale, não tanto como apontamento cultural, mas mais como momento de paragem na lufa-lufa/rotina do dia-a-dia, como oportunidade de relaxamento/meditação, de quase-prática do tão badalado mindfulness. Pelo menos foi o que senti e sei que não sou a única pessoa a achar isso.

 

Collage_Fotor1.jpg

 

INFORMAÇÕES:

“Uma exposição única. Uma experiência multissensorial inesquecível”

Entre connosco num mundo absolutamente novo como nunca teve oportunidade de ver. Se os museus tradicionais são para si sinónimo de tédio, este será seguramente um espaço que o vai agarrar. Deixe todas as ideias pré-concebidas de lado, esqueça os espaços de silêncio obrigatório e a distância de segurança das obras de arte. Aqui poder vivenciar a arte como nunca antes, numa experiência multimédia de proximidade e envolvimento sensorial.

Explore a obra e a vida de Van Gogh durante o período de 1880 a 1890. Interprete os seus pensamentos, sentimentos e estado de espírito da época em que viveu em Arles, Saint Rémy e Auvers-sur-Oise, geografias em que criou as suas obras mais icónicas.

 

Criança: dos 6 aos 12 anos inclusive - 9,50 Euros

até aos 5 anos - Entrada Grátis

Adulto: 12 Euros

Estudante* (a partir dos 12 anos): 10,50 Euros

* cartão de estudante obrigatório

Maiores de 65 anos: 11 Euros

Pack Família:

1 adulto + 1 criança - 20 Euros

2 adultos + 2 crianças - 36 Euros

Horário:

Domingo a 5ª feira, das 10h00 às 20h00

6f, Sábado e Vésperas de Feriado, das 10h00 às 21h00

 

roupa-para-bebs-na-fantasia-de-macaco-g-18919-MLB2

 

Uma Macaca na Cidade (36)

CADAVRE EXQUIS – O RESULTADO

 

Acho que não poderia ter sido mais apropriado. Eu avisei: poucas, mas boas! Um patchwork totalmente em sintonia e a propósito da dicotomia aldeia/cidade ahahahahahahahah!

 

Muito obrigada a todas pela vossa participação. Não há prémios, mas há um texto bonito e bem escrito para ler e que fica para a posteridade.

 

 

 

 

Uma Macaca na Cidade (35)

O turismo é F*****

 

Ah pois é, bebés! E quem o diz é o Miguel Esteves Cardoso, nesta crónica no Público. 

 

Acho que não há, atualmente, lisboeta que se preze desse nome que não entenda nem sinta na pele aquilo de que os habitantes de metrópoles muito turísticas como Paris, Roma ou Amesterdão há muito se queixam: excesso de turistas. 

 

Depois de O amor é fodido, o grande MEC vem agora alertar-nos que também o turismo (com os seus pós e contras) pode ser bastante lixado com F grande. Com humor, relata um episódio caricato… Mas, na realidade, a vontade de rir nem sempre está lá.

 

Agosto – mês de férias, turistas e emigrantes por excelência – aproxima-se a passos largos e o cenário em Lisboa tende a piorar ainda mais. Os transportes (habitualmente já à pinha) vão entrar no horário de Verão, com tudo o que isso implica (supressão de carreiras na Carris e intervalos de tempo maiores no Metropolitano), o calor vai apertar, a capital (e o Algarve!) vai estar sobre-lotada, o que implicará filas para tudo e mais alguma coisa... Juro que sempre gostei de ver turistas na cidade, mas como em tudo na vida, também no turismo, o equilíbrio é a chave para o sucesso.

mw-860.jpeg

 

Para evitar confusões, tenciono passar férias em casa. Já montámos a piscina insuflável e não se riam, que é uma coisa em bom! Tamanho familiar e com tratamento de águas, o que é que pensam?

 

Ainda assim, não sei se me safo aos turistas… Ou não tivesse aberto um hostel precisamente na minha rua (estamos a falar de uma zona residencial onde não se passa absolutamente nada! embora seja relativamente central, é muito sossegada). Já dei por mim a dar indicações em inglês à porta de casa… É divertido, que é, mas facilmente resvala para o f*****!

 

 

PS – CADAVRE EXQUIS

Para a Charneca em Flor:  

 

O que fazer?! Qual a solução para a felicidade?

 

(parece-me a deixa ideal para fecharmos este desafio com chave d’ouro, não acham?) 😁

 

roupa-para-bebs-na-fantasia-de-macaco-g-18919-MLB2

 

Uma Macaca na Cidade (34)

ASSIMETRIAS

 

Deve ser porque, como diz a minha mãezinha, “sou torta” que ADORO, enquanto tendência de moda, roupa assimétrica.

 

Ele é tops, jumpsuits ou vestidos… Com folhos (outra MEGA tendência este ano!) ou sem, compridos ou curtos, com mangas ou sem, com laços ou pregas, mas justo ou mais largo… um MUST!

 

Gosto mesmo muito e ultimamente adquiri duas peças do género, mas não me vou ficar por aqui… Até porque os saldos estão aí para durar e ainda há umas coisinhas bem jeitosas, nomeadamente on-line (que é a melhor forma de ir aos saldos!).

 

Collage_Fotor1.jpg

Collage_Fotor2.jpg

 

 

E vocês, são fãs?

 

 

(PS – CADAVRE EXQUIS)

 

Para a Chic'Ana

 

Não aprovavam as roupas, nem as companhias, nem a vida que adotara na cidade.

 

roupa-para-bebs-na-fantasia-de-macaco-g-18919-MLB2

 

Uma Macaca na Cidade (33)

PALAVRAS (NÃO AS LEVA O VENTO)

 

Não há dúvida que as palavras são a minha cena… Sempre gostei de ler, amo escrever e já disse a mim mesma que aos 40 faço uma tatuagem (com palavras, claro!).

Depois da roupa com frases inspiracionais, de que sou fã e a que a Cátia até já dedicou um excelente post, bateu-me forte a pancada por elementos decorativos com esta tendência. Sim, que isto é uma valente de uma tendência! Vai daí, fui às lojas Viva e Tiger e não resisti às pecinhas que podem ver nas imagens.

 

Collage_Fotor1.jpg

 

Digam lá se uma pessoa não fica logo mais bem-disposta, pela manhã, com uma canequinha destas? Pois é claro que fica!

Fiquei com vontade de remodelar a casa toda, essa é que é essa…

Também têm destes vipes?

Contem-me tudo.

Quais as vossas tendências de decoração favoritas?

 

 

PS – CADAVRE EXQUIS

Para a Happy:

 

(…) estudar fora da aldeia representava também afastar-se de todos os seus colegas de infância, sobretudo de António, com quem mantinha uma amizade muito especial e verdadeira…

 

 

roupa-para-bebs-na-fantasia-de-macaco-g-18919-MLB2

 

Uma Macaca na Cidade (32)

CADAVRE EXQUIS – BORA LÁ!

 

Relembro que as inscrições já fecharam e que não serão consideradas outras participações para além das que se seguem: Euzinha (Macaca), Cátia (A Rapariga na Aldeia), Happy, Chic’Ana e Charneca em Flor (poucas, mas seguramente boas!)

 

Peço às intervenientes que tentem não demorar mais de 4 dias (a contar do dia em que receberam a vossa “deixa”) a enviar a vossa participação. Obrigada.

 

Uma vez que uma palavra me parece insuficiente para dar vida ao velho adágio "quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto" e possa criar demasiada entropia num sistema que (apesar de tudo) vive dessa entropia... Deixo para a primeira participante – na realidade a segunda, na medida em que a primeira estória já está escrita aqui pela macaca – mais do que uma palavra. É uma expressão, uma ideia, um ponto de partida.

 

Fica então a “deixa”, para a Cátia (A Rapariga na Aldeia): Poucos eram os que ficavam indiferentes à menina que sorria com o coração.

 

Cátia, fico à espera da tua contribuição para este cadavre exquis até à próxima sexta-feira, por e-mail (macacagravaporcima@gmail.com). 

 

Beijos e boa(s) escrita(s) a todas.

 

roupa-para-bebs-na-fantasia-de-macaco-g-18919-MLB2

 

Uma Macaca na Cidade (31)

Desafio #1 – Cadavre exquis

cadavre exquis.gif

 

Há uns anos lancei um desafio no sótão que teve uma excelente adesão e um resultado muito interessante. Achei que podia ser giro replicá-lo aqui na aldeia, com outras pessoas (e com as mesmas, que queiram voltar a participar) e com outro resultado, claro está…

 

Se me estão a ler é porque, muito provavelmente, têm um blog. Se têm um blog é porque gostam de escrever. Se gostam de escrever este é o desafio certo para vocês.

 

Já ouviram falar de cadavre exquis? Se não ouviram vão lá num instante googlar, se faz favor.

 

A ideia é, tão pura e simplesmente, a de escrever uma estória, coletivamente (também há cadavres exquis de pintura/desenho).

 

Para já preciso de saber quem alinha. A única condição é que tenham um blog. Para confirmarem a vossa intenção de participarem têm que comentar este post com a frase "I'm in!" até ao próximo dia 3 de julho. Deixem também o vosso nickname, e-mail e URL do blog.

 

Assim que as inscrições acabarem, eu escreverei a primeira inserção deste cadavre exquis (cada uma das participações não poderá exceder as 15 linhas), mas apenas publicarei a última palavra da minha estória. Depois, passarei o desafio a um dos inscritos, publicando essa palavra e o nome do participante aqui no blog. Essa palavra será o ponto de partida para a sua estória. Essa estória não poderá ser publicada no blog do participante, mas sim enviada para mim por e-mail (macacagravaporcima@gmail.com). Dessa estória que me for enviada publicarei novamente a última palavra, passando o desafio a outro participante e assim sucessivamente. A ordem das estórias obedecerá à ordem de inscrição.

 

Só no final a estória será publicada na íntegra.

 

Já estou curiosa (e muito nostálgica, porque este era um jogo que costumávamos fazer com frequência nas aulas do liceu, passando o papelinho dobrado de carteira em carteira, com jeitinho para o prof. não nos apanhar)

 

Estão abertas as inscrições.

roupa-para-bebs-na-fantasia-de-macaco-g-18919-MLB2

 Macaquinhas no Sótão 

Uma Macaca na Cidade (30)

Lisboa em festa*

 

thumbnail_20170614_221318.jpg

Desculpem a ausência da semana passada, mas foi feriado na cidade: O feriado de Lisboa! Aqui a macaca não esteve de férias como os 99,9% da população ativa portuguesa, mas numa semana de trabalho dia-sim-dia-não e entre uma dose dupla de varicela lá em casa, sempre foi possível descansar, fazer algumas arrumações e… tcham nam nam nam… ir namorar aos santos populares.

 

Acho que foi a primeira vez que fui aos santos sem ser na própria da noite de Santo António, mas nem por isso a enchente e a diversão foram menores (era igualmente véspera de feriado). Sendo nós apenas dois, foi fácil arranjar um sítio bem catita para jantar, no coração de Alfama, sem esperar horas em filas… O belo do caldo verde e a sardinha com salada de pimentos souberam mesmo bem, e foram degustados numa mesa de madeira com bancos corridos, entre turistas, casalinhos e famílias portuguesas.

 

Depois do jantar, ainda deu para apreciar o rio e as vistas da nossa maravilhosa cidade a partir de um dos muitos miradouros, dar um pezinho de dança ao som do Aperta, aperta com ela e deixar uma velinha na estátua do Santo António, esse querido… Um must! Ficámos com imensa vontade de voltar, uma destas noites, com o nosso mais velho, para ele ver o que são as festas da sua cidade.

 

Até ao final do mês, as festas de Lisboa oferecem tradição e diversão nos bairros históricos. Não percam! Mas, ficam algumas dicas para sobreviverem: mandatório ir e voltar de transportes; levar sapatos fechados (ténis, de preferência), porque as pisadelas (a par das sardinhas) são o prato do dia e porque vão andar bastante em modo todo-o-terreno; aguentar a bexiga o mais que conseguirem ou pagar (e não bufar!) para usar o WC; levar apenas o essencial na carteira; preparar-se para ficar impregnado de cheiro a sardinhas; dançar e entoar músicas pimbas e marchas populares como se ninguém estivesse a ver.

 

* bem sei que o país está de luto, e que até amanhã as festas estão canceladas, mas até ao final do mês, aproveitem, se puderem.

roupa-para-bebs-na-fantasia-de-macaco-g-18919-MLB2

Macaquinhas no Sótão

 

A Blogger

Sigam a Rapariga

Follow my blog with Bloglovin Follow

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D