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A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

A Rapariga na Aldeia

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O dia em que arriscámos fazer canoagem

Se alguém ousasse dizer-me "um dia vais fazer desportos radicais nas férias!", eu, inevitavelmente, troçava com o autor do comentário! Algum dia, pensava em dedicar o meu precioso tempo de férias a experiências destinadas a pessoas que, no meu entender, não sabem estar quietas a apanhar banhos de sol na praia? Era preciso estar a ficar maluca para alinhar em tais desvarios. Eu, desporto e férias! Haverá conjugação mais improvável?

 

Pois é, pois é, tudo indica que enlouqueci ... esta rapariga que hoje vos escreve dedicou um dia das suas férias a fazer canoagem em família! Está zero arrependida e já pensa em repetir a experiência. É caso para dizer - as voltas que a vida dá! 

 

Foi neste sítio paradisíaco Azenhas da Seda - Aquaturismo no Alentejo que encontrámos as paisagens que podem ver nas fotos. Como é bonito o nosso país! Reconheço que estava bastante apreensiva relativamente ao local pois isto de reservar online tem os seus riscos. E, à medida que percorríamos quilómetros pelas estradas alentejanas, menos convencida eu estava de que iríamos encontrar água suficiente para a dita canoagem. A verdade é que encontrámos e foi um momento único em que nós os quatro fizemos silêncio, para não contrastar com a paz do sítio, e dissemos em uníssono UAU!  

IMG_1905.jpg

 

 

Acampar, eu? Não obrigada!

Chamem-me o que quiserem - esquisitinha armada em finória, menina queque ou snob (mais que isso também não vale a pena, ok?) mas a ideia de acampar não me seduz minimamente. 

 

Acontece que este verão estive muito próxima de campismo, num sítio absolutamente fantástico no Alentejo chamado Azenhas da Seda, não para acampar mas para fazer canoagem. Ainda se colocou a hipótese de passarmos a noite numa tenda (como se vê na foto) mas, o parque de campismo, que dispõe, se não me engano, de dez tendas, estava lotado! Dadas as circunstâncias fizémos aquilo a que nos propusemos  desde o início - canoagem - mas deu para sentir o campismo ... e perceber que não nasci para aquilo! 

Escapadinha_315_1.jpg

Depois da canoagem em família vimo-nos obrigados a tomar um duche nos módulos de wc do parque de campismo pois estávamos ensopados, incapazes de fazer a viagem até casa (não caímos da canoa mas molhámo-nos como se o tivéssemos feito). E foi neste momento que percebi a dificuldade que tenho em gerir tão estranho conceito de banho! Aquilo é tudo muito bonito, sim senhor, o contacto com a natureza, e a vida ao ar livre (coisa que não sinto falta), mas para mim não dá, não é prático nem confortável ter a casa de banho a 300 metros do quarto da tenda. É-me suficiente saber que existem parques de campismo maravilhosos como o Azenhas da Seda, que proporcionam experiências e paisagens absolutamente únicas a quem os procura mas acartar toalhas, bolsas e chinelos até ao wc é, para mim, simplesmente um incómodo! 

 

O que vale é que não estava sozinha nas esquisitices. A minha equipa também levantou mil entraves nas tais casas de banho ao ar livre. Percebemos que há tooooddddoooo um conjunto de coisas de campismo para as quais não estamos minimamente despertos. Os meus filhos, que ainda hoje recordam alegremente esse dia, faziam perguntas descabidas durante o banho e eu aí fiquei com dúvidas se eles viviam mesmo aqui na aldeia!!!!!! 

 

Ali, e em todos os parques de campismo, a palavra de ordem é descomplicar e eu tenho alguma dificuldade em conjugar esse verbo! Eu descomplico. Tu descomplica. Ela descompliiicacaca! Estão a ver? Não consigo!!! 

 

Ah, e não me venham com as tretas do "amor e uma cabana" que, depois desta pseudo-experiência de campismo, só alinho nesses romantismos se a casa de banho estiver colada à cabana!!

 

Sobre a canoagem propriamente dita percebi que também não levo jeito mas com treino a coisa compunha-se!

Num próximo post relato a experiência maravilhosa ... 

♥️

 

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Ruínas, museus e um filho emburrado

Para o meu pequeno Francisco, visitar museus e ruínas e coisas inativas no geral não são, de todo, atividades dignas do nome "atividade". Ver coisas que não se mexem e que nem sequer são do tempo dos avós é pouco desafiante para sua excelência. Eu até percebo mas, felizmente (sim, um dia sei que irá dar valor) são muitas as vezes em que se vê contrariado com os planos que traçamos para ele! Fazer-lhe sempre a vontade significaria andar em rodas gigantes, fazer slide, rappel, escalada ou levar a família para escorregas aquáticos vertiginosos! O miúdo gosta de correr riscos e de adrenalina! A pasmaceira tira-o do sério! 

 

Mas como tem de haver um pouco de tudo nas nossas vidas ... 

 

Acontece que num só dia gramou com o Museu do Traje no Portugal dos Pequenitos (bastante contrariado e a querer despachar o assunto asap) e de seguida com as Ruínas de Conimbriga e o respetivo Museu Monográfico. Posto isto, já muito em desespero e capaz de nos dizer que estávamos a arruinar-lhe as férias e que éramos os piores pais de todo o sempre, a determinada altura achou que tinha de por um ponto final na situação e assumiu "se for para ir a outro museu eu fico à porta"! Como se isso nos demovesse de conhecer o que quer que fosse!

 

Desvalorizamos e cumprimos a nossa agenda familiar escrupulosamente ... 

 

 

Portugal dos Pequenitos (não dos Pequeninos! 😀)

Quem me acompanha no Instagram percebeu que dedicámos um dia (uma manhã) das nossas férias "família ativa" a visitar o Portugal dos Pequenitos, em Coimbra. Um espaço alegre e didático destinado essencialmente às crianças que junta a componente histórica à diversão. "O Portugal dos Pequenitos é também uma mostra qualificada da arte escultórica e arquitetónica que, pela miniatura e pela minúcia, ainda hoje encantam crianças, jovens e adultos". 

  

A primeira parte do parque é composta por espaços alusivos à presença portuguesa no mundo. O meu filho Francisco não conseguiu esconder a desilusão "isto é uma seca!". Por mais que lhe explicasse a importância dos descobrimentos portugueses ele não se conformava com o facto de ter andado tanto tempo de carro para ver coisas aborrecidas! Por outro lado, a minha filha Maria, que entretanto deu esta matéria na escola, achou interessante ver "ao vivo" tudo o que estudou sobre os nossos valentes e corajosos navegadores! 

 

Quando chegámos à zona das famosas casinhas regionais portuguesas, o meu filho esqueceu a "seca" e, juntos, lançaram-se à descoberta de tudo! Quando digo tudo, é mesmo tudo!! Eles entraram em todas as casas, várias vezes, apareciam em diferentes portas e janelas a pedir fotografias, tocavam sinos, corriam, na urgência de conhecer o maior número de casas em menos tempo possível! Esta azáfama aliada à multidão que se encontrava no parque, fez com que os perdesse de vista inúmeras vezes. De vez em quando ouvia "óooooo mãaaaaeeeee, foto, foto, aqui, nesta ponte, aqui em cima deste castelo, agora aqui nesta casa onde tu não consegues entrar". 

  

Ora ficaram boas memórias deste dia passado em família e claro fotografias, muitas fotografias 📷📷♥️♥️

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O regresso

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Et voilá ... chegaram ao fim as nossas férias de verão a quatro! 

 

Este ano, e para contrariar a tendência dos últimos anos, optámos por fazer férias "família ativa" que nos fez descobrir sítios maravilhosos neste nosso país. Passámos dias intensos, cheios de adrenalina, cansativos também! Saímos literalmente da nossa zona de conforto. Conseguimos descansar e carregar baterias sem estarmos quinze dias estendidos na praia "de papo para o ar"! Deu mais trabalho? sim. (sobre algumas das aventuras e passeios falarei dentro de dias). 

 

A máquina fotográfica foi "A" nossa companheira de viagens. Fez quilómetros e quilómetros nas mãos de nós os quatro. Não teve férias, pobre coitada, constantemente ao serviço da família. O "fotografias" acusa neste momento a intensidade das nossas últimas semanas. O que é bom. Mesmo muito bom!! 

 

Mas chegaram ao fim os dias de lazer 😢

 

Aos poucos, cada um está a voltar às suas obrigações. O pai regressou ao trabalho, eu voltei aos meus escritos e os miúdos olharam de esguelha para os livros de exercícios, o que vindo deles já é um principio! Isto tudo e um amanhecer cinzento e de chuva faz com que estejam reunidas as condições (mínimas, vá) para um bom regresso a tudo o que este mês de setembro obriga!! 

 

Por agora vou lentamente introduzindo o conceito de "mãe hiper-mega-chata" e relembro-lhes algumas coisas das quais eles ainda não querem nem ouvir falar: sopa e escola (só para citar as dignas de mais caretas!). 

 

Nesta fase estou em modo preparação para a guerra anual na Staples, etiquetar tudo o que são lápis, canetas e cadernos e claro, e não menos penoso, forrar manuais escolares! 

 

Enfim, vamos a isto! 

 

Alô Liliana

Alô Macaca

Alô Sónia

 

Estou viva 😂

 

Um bom regresso a todos!

Beijinhos 😘

 

 

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Aquário Vasco da Gama

Trinta minutos são suficientes para conhecer o Aquário Vasco da Gama, no Dafundo, junto ao Passeio Marítimo de Algés. Os valores das entradas são convidativos e o espaço, os aquários e os peixinhos tornam este espaço bastante agradável para um programa em família. Como sempre, as minhas crianças não queriam ir e, já lá dentro, admitiram que aquilo afinal era "bué da fixe". 

 

Deixo-vos as fotografias (tiradas com o meu telemóvel que já não vai para novo!) 😁

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No lago exterior, antes da bilheteira, há possibilidade de dar comida aos peixinhos (os cor de laranja da primeira fotografia)! As crianças acham sempre boa ideia! 😁 Depois lá dentro há peixes de todas as cores e tamanhos, sendo que alguns olhavam para nós com ar de poucos amigos!!! 😀 Há o fofinho do Nemo, a esquecida da Dory, caranguejos, cavalos-marinhos, polvos, pargos e milhares deles que não sei dizer os nomes! 

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Esta tartaruga gi-gan-te ía ser devolvida ao seu habitat natural para se juntar à família no dia seguinte à nossa visita. 😀 Era o seu último dia naquele tanque e os meus filhos estavam quase a fazer uma festa por ela ir para junto dos seus! 😀

 

Vale bem a pena conhecer este sítio. Não me atrevo a fazer analogias com o Oceanário de Lisboa. Seria comparar o incomparável, precisamente porque são duas realidades bem diferentes, edificadas em diferentes épocas e por conseguinte cada uma à sua escala! Têm em comum os peixinhos e o facto de ambas serem bonitas de apreciar.  

 

Fica a minha sugestão de passeio! 🐠🐟🐡🦀🦑

 

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"Pensa como uma criança e nada será impossível"

Somos quatro crianças cá em casa. Nas fotografias aparecem quase sempre estas duas ...

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... porque mesmo despenteadas, transpiradas e sem dentes conseguem bater as outras duas aos pontos! Por vezes as outras duas estão chateadas porque vivem num mundo de adultos. Aborrecido por sinal. Ao passo que estas, minha nossa (expressão mais bipolar de sempre), estão permanentemente bem, até quando acabam de acordar! As suas vidinhas bem que podiam basear-se em correr, brincar, saltar e gritar ... uiiii gritar muito! Tanto que parecem vinte!!! 

 

De manhã, ele disse: "hoje eu é que mando ..."😡, ela, por sua vez, andava mansinha a elogiar-me porque quer uma prenda 😡! 

 

Assim sendo, estão reunidas as condições para um fim de dia desastroso 😜

 

Um Feliz Dia da Criança 🌈☀️☀️🌈

(e quem falar em TPC é um ovo podre)

 

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A sorte de ter irmãos!

Se me estás a ler, maninha querida e a melhor e única que tenho, tens de admitir que só conheceste a felicidade plena aos quatro anos quando tudo indicava que irias ter um mano e, eis que aterra uma Cátiazinha no teu quarto só para te tirar o sossego e anos mais tarde para te pedir emprestado roupas e sapatos!😘😘😘 Mal sabias tu o que estava a chegar à tua vida!!!!😘😘😘

 

Correndo o risco de escorregar para o auto-elogio (mas não é esse o objetivo) acho que sermos irmãs foi das melhores coisas que nos podia ter acontecido! Assim como eu ter dado um irmão à minha filha Maria foi um dos melhores presentes da vida dela! E fico com o coração despedaçado quando eles guerreiam e, no meio das discussões, dizem que detestam ter um irmã/o! Mas é engraçado vê-los a engolir essas palavras feias sobre o outro quando um deles se magoa e chora! Fico sempre com a sensação que se amam incondicionalmente e que não sabem viver um sem o outro! ♥️♥️ É esta cumplicidade que mais admiro na relação entre irmãos e que faço questão de manter nas nossas vidas! 

 

Sorte de quem tem um irmão por perto para partilhar momentos! 

 

Feliz Dia dos Irmãos! 

 

(ontem a minha irmã convidou-me para ir correr 😡 e eu fingi ter coisas para fazer. Hoje, com medo que repita o convite, não tenciono ligar-lhe!) 

 

 

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Chegar bem aos 90 anos

Parece que estou a ver a minha avó, de 90 anos, numa segunda feira normal, a aprumar-se para o seu programa diário no centro de dia aqui da aldeia. Com uma energia, que eu considero pouco própria para a idade, sem frio, de mangas arregaçadas e a preparar-se para jogar uma cartada com as amigas da sua mocidade! Dá-me gosto perceber que sente aquela "obrigação" em frequentar o "convívio" como ela lhe chama! Também eu quero chegar assim aos noventa (mas com mais dentes se fosse possível!!) com um ter que fazer, um objetivo definido para cada dia, com a obrigação de sair de casa e não ficar ali parada à espera de nada! As tardes de convívio alimentam-na, acrescentam-lhe saúde e vitalidade, fazem-na esquecer por algumas horas as amarguras da vida, fazem-na puxar pela cabeça enquanto decide qual o naipe que vai jogar. Quando a visitamos vemo-la muito embrenhada nas suas jogatanas, a fazer contas de cabeça, e nem a nossa presença a distrai porque possui um mau perder excessivo!! Tudo com uma linguagem muito própria. Ouço-a falar com as amigas e confesso que, às vezes, tenho dificuldade em acompanhar os diálogos! Sim, isto existe. Quem vive na aldeia sabe que há um dialeto muito especifico e, ou uma pessoa se adapta e tira umas pelas outras, ou faz figura de otária a pedir repetição da frase! 

 

Também eu quero chegar aos noventa assim tão consciente e capaz de conviver como a minha avó. Ter orgulho no que ainda sou capaz de fazer. Conseguir ver e ler as legendas das séries da RTP2. Também eu quero que os meus filhos me deixem no convivio às duas da tarde e me vão buscar às cinco. Como eu lhes fiz quando andavam na creche (mas num horário bem mais alargado!). Porque eu com noventa anos já me posso dar ao luxo de não conduzir. Vou chatear filhos, netos e bisnetos para serem meus motoristas. Ora bolas, a idade é um posto e eu vou tentar aos noventa fazer disso bandeira! 

 

Tenho um terço da idade da minha avó e num dia cinzento e feio em que se nota um pouco mais de frio, estou aqui meio encolhida em frente ao computador, de manta a cobrir as pernas e um casaco de "andar por casa", entenda-se foleiro e a pensar em beber um chá bem quente daqui a cinco minutos!

  

Ao pé da minha avó eu sou uma maricas! 

♥️

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