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A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

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Ser Mulher na Aldeia

Ser mulher na aldeia já não é o que era. Se em tempos, era exigido às mulheres capacidade para realizar as tarefas domésticas e tratar dos filhos em casa, hoje, das mulheres espera-se muito mais do que isso: independência, formação e uma carreira profissional. Palavras que não faziam parte do léxico da aldeia há cinquenta anos! Hoje fazem e já nada nem ninguém pode mudar este contexto. 

Se para as mulheres que viviam em cidades, a liberdade foi sendo conquistada aos poucos, pensemos então como foi para as mulheres na aldeia? Tiveram certamente de ultrapassar o triplo dos obstáculos para chegar precisamente ao mesmo sítio. Pergunto-me, por exemplo, como era o acesso a transportes, em Negrais e arredores, há 50 anos? Devia de ser bonito, devia!

 

A verdade é que, desde há uns anos a esta parte (agora pareço o Passos Coelho), as aldeias têm ganho muito com o novo papel das mulheres. Apesar de ainda muito se poder fazer em matérias de direitos e oportunidades, hoje em dia, e falo da realidade da aldeia, há mais dinâmica e progresso que, em muito se deve à vida activa das mulheres. Só por isto, uma salva de palmas para as mulheres que nasceram e cresceram em contexto de aldeia e lutaram pela igualdade de géneros, muitas vezes sem se aperceberem! 

 

Eu cá adoro ser mulher. Adoro todo o universo feminino mas convenhamos, dá uma trabalhadeira dos diabos! É depilação, manicure, pedicure, buço, sobrancelhas, produtos para o cabelo, para o rosto, máscaras, sérum, vernizes, maquilhagem, malas, menstruação acompanhada de mau feitio, saltos altos....ufa, também cansa! 

Assim em poucos segundos damos 15 a 0 aos homens. Mas isto também não teria a mesma graça se não tivéssemos com quem esgrimir argumentos sobre a falta que nos faz mais roupas e sapatos. 

 

(Desejo de uma mãe: espero que a minha pequena Maria, infantil que só ela, consiga perceber, em tempo útil, a importância de ter nascido mulher.)

 

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