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A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

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Ser Magra (na Aldeia)

Isto de ser magra pode ser tudo muito bonito mas... nem sempre o é...

Há vários factores em jogo, ora atentem.

Para mim, os dias em que ser magra é bonito passa por não ter restrições alimentares, nisto incluo poder acordar a meio da noite para beber coca cola e comer bolachas oreo; ou, pelo contrário, os dias em que ser magra é feio passa por adorar uma determinada peça de roupa xs, prová-la, perceber que nem um cinto é suficiente para a segurar ao corpinho, e sair a correr da loja disposta a enfardar um frasco de nutella

 

Conheço muitas pessoas que se sentem à vontade para proferir, em qualquer circunstância, "estás muito magra" ou "estás tão magrinha", esta última expressão vem sempre acompanhada com cara de pena! Já a uma gorda, o caso muda de figura, literalmente. O povo acanha-se na hora de dar uns palpites a uma gorda sobre o seu peso e a melhor maneira de o perder. Parece que a uma pessoa com menos peso é válido todo o tipo de apreciação, nada parece mal...mas desenganem-se minha gente, desenganem-se!

 

Há tanta probabilidade de magoar uma pessoa magra ao dizer-lhe que está "magrinha" como ferir uma gorda ao aconselhar-lhe uma dieta milagrosa. Isto vale para os dois lados, uma vez que as pessoas podem estar a esforçar-se para mudar de figura, certo? Nunca sabemos como alguém vai digerir um comentário sobre o seu peso. Por isso, sejamos prudentes. 

 

Julgam que as magras não gostavam de um dia nas suas vidas pedir umas calças 38 e ficar horas no provador a babar...

 

Julgam que as magras não gostavam de ouvir um belo piropo (cuidado com eles) referente ao seu pernão!

 

No meu caso específico, já me habituei a todo o tipo de comentários referentes ao meu peso. A verdade é que já pouco ou nada me incomodam, dependendo da forma como é feito ou simplesmente de como está a correr o meu dia. Se há vezes em que carrego a arma e disparo na direcção dos mais atrevidos ao nível da sugestão alimentar, outras vezes apenas sorrio e desvio a conversa.

 

Desde que me conheço, sempre fui mais magra do que gorda, vá...ganhei uns quilinhos enquanto grávida e já me achava a rainha do pernão jeitoso. Mas tudo passou, passou muito depressa... pouco tempo depois já rondava novamente os 45kgs! 

 

Tenho muita tolerância às apreciações da minha avó, que do alto dos seus 90 anos me diz " ai rapariga, se o garipe te apanha nem consegues criar os teus filhos..." Mas reparem, um comentário que indica debilidade e fraqueza perante uma simples gripe. Considero que perante uma gripe, quer tenhamos mais ou menos peso, vamos todos às lonas, certo? Perante tão sábia conclusão, limito-me a sorrir e baixar o olhar, ela sabe que não aprecio. 

Tenho muito menos paciência para comentários de um desconhecido no ginásio (sim, ginásio, eu tentei diversas vezes mas concluí que sou pouco dada ao desporto): "olha, queres engordar? come pão quente com manteiga, aqui da padaria, e bebe coca cola. Olha como eu estou!!" Eu pensei "boa, fixe, e depois estou aqui outra vez mas para perder barriga, como tu!"

 

Bom, mas onde é eu quero chegar com esta conversa...aqui:

 

Que as magras/gordas podem ficar muito gratas pela preocupação mas é de evitar palpites quando não solicitados.

 

Nota: Utilizo as palavras magra e gorda sem qualquer prurido pois estas classificações estão somente nos olhos de cada um! 

 

 

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