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A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

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O dia em que arriscámos fazer canoagem

Se alguém ousasse dizer-me "um dia vais fazer desportos radicais nas férias!", eu, inevitavelmente, troçava com o autor do comentário! Algum dia, pensava em dedicar o meu precioso tempo de férias a experiências destinadas a pessoas que, no meu entender, não sabem estar quietas a apanhar banhos de sol na praia? Era preciso estar a ficar maluca para alinhar em tais desvarios. Eu, desporto e férias! Haverá conjugação mais improvável?

 

Pois é, pois é, tudo indica que enlouqueci ... esta rapariga que hoje vos escreve dedicou um dia das suas férias a fazer canoagem em família! Está zero arrependida e já pensa em repetir a experiência. É caso para dizer - as voltas que a vida dá! 

 

Foi neste sítio paradisíaco Azenhas da Seda - Aquaturismo no Alentejo que encontrámos as paisagens que podem ver nas fotos. Como é bonito o nosso país! Reconheço que estava bastante apreensiva relativamente ao local pois isto de reservar online tem os seus riscos. E, à medida que percorríamos quilómetros pelas estradas alentejanas, menos convencida eu estava de que iríamos encontrar água suficiente para a dita canoagem. A verdade é que encontrámos e foi um momento único em que nós os quatro fizemos silêncio, para não contrastar com a paz do sítio, e dissemos em uníssono UAU!  

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Por aqui ficámos, a banhar-nos nestas águas, enquanto não chegava a hora da Canoagem Down River. O percurso, neste caso, a descida do rio, fez-se em canoas com duas pessoas cada, durante cerca de quatro horas, sempre com alguma corrente e alternando troços abertos com zonas mais estreitas. Para quem não percebia nada do assunto, os troços mais abertos eram os mais fáceis pois havia menos probabilidades de não ir contra a vegetação e virar a canoa! Ao longo do passeio, os meus filhos questionavam-nos sobre a autenticidade das paisagens. Portanto, podem imaginar a extraordinária beleza natural do sítio! 

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Éramos um grupo de vinte pessoas. Fomos até ao local onde iríamos iniciar a descida do rio, próximo da barragem do Maranhão. Lá foi dado um pequeno briefing em que explicaram uma série de técnicas para quem não percebia nada de canoagem e nunca tinha visto uma pagaia à frente! Era o meu caso, pois claro! À medida que o monitor avançava com as explicações eu fui percebendo que aquilo não era assim tão simples como o Fernando Pimenta nos faz parecer! Mas não dei parte fraca. Tranquilizei-me e rezei "ter braços" para aquelas quatro horas a remar! 

Equipámo-nos. Capacetes. Coletes e, eles dentro das canoas! A Maria foi com o pai e eu, logo eu, levei o participante mais novo do dia, o meu filho Francisco. Sei que houve momentos em que ele duvidou das minhas capacidades e achou que iríamos virar a canoa mas, tal não chegou a acontecer. Ainda hoje estou a tentar perceber como! O passeio/atividade estava muito bem organizado. Os monitores eram uns porreiraços e auxiliavam-nos quando nos viam a entrar pela vegetação adentro. Na canoa atrás de mim ia um monitor que, não poucas vezes, quando me via atrapalhada gritava "contra-rema, contra-rema" mas uma pessoa na hora do embaraço já não se lembra de nada do que ouviu no briefing

A parte que exigia mais engenho era nas zonas estreitas (zigue-zague) em que tínhamos de manobrar a pagaia com mais precisão e claro, os chamados rápidos, mini cascatas, em que a canoa parecia ter vida própria e não obedecer às ordens! Tirando isso, foi maravilhoso, essencialmente porque consegui não cair ao rio (a água muitas vezes dava-nos pelos joelhos, não era nada grave) mas acredito que voltar a pôr-me em cima da canoa, a mim e ao meu filho, fosse missão quase impossível! Na dúvida, não experimentei. Mas vi pessoas a virar ao fim dos primeiros cinco minutos da atividade! E foi mesmo cómico! 

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mw-1240.jpegFotos retiradas do site da Azenhas da Seda, não levei máquina fotográfica nem telemóvel para a canoa. 

 

Se tivesse de dar nota ao Azenhas da Seda, aos monitores e ao local seria, sem dúvida, um generoso e merecido Excelente. Não podia ter corrido melhor. Quem sabe um dia voltamos para uma nova experiência. Aos amantes deste tipo de desporto aconselho vivamente o sítio. Aos, que como eu, acham que radical já é enfiar o capacete e o colete, arrisquem fazer diferente. Pode saber-vos deliciosamente bem! 

 

No final disto tudo e depois de ter os braços feitos em farrapos, tomámos banho AQUI que não estávamos capazes de entrar no carro. 

 

 

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