Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

Intolerância ao verbo "Parir"

Sendo eu uma rapariga das "letras" e não dos "números", dou por mim, frequentemente, a refletir sobre a importância das palavras e no que elas significam para mim. Há algumas por quem eu nutro um pequeno ódio de estimação. Aquelas que, coitadas, têm o poder de me incomodar! Possivelmente estou mais uma vez a exagerar mas, eu gosto assim! "Parir" é uma delas e hoje saiu na rifa. Não aprecio este verbo e tenho uma certa "dificuldade" em conjugá-lo: "Eu paro. Tu pares. Ela pare". Não me soa bem. Considero sempre desadequado, desagradável em todos os cenários! Admito que "parir", como definição do momento do parto de uma mulher, causa-me arrepios. E esta minha repulsa nada tem que ver com traumas associados aos meus partos. Relaciono imediatamente com algo desagradável e chocante. Adjetivos que, no meu entender, jamais poderão descrever o momento de "ter um bebé". Detesto a palavra em toda a sua essência e em nenhuma circunstância a utilizo, expecto para dizer que não a prezo, pois acho que torna menos bonito e encantador um dos acontecimentos maiores na vida de uma mulher!

 

Combino "parir" com filmes de baixa produção! Com uma mulher a ter um filho em situações de higiene muito duvidosas, perdida de noite na floresta ou a meio do Túnel do Marão. Surpresa das surpresas ... ouvi uma vez, uma única vez, o médico que me acompanhou durante os meus "estados de graça" dizer "parir"! Achei que tinha ouvido mal mas não pedi para repetir obviamente. Ponderei em fazer-lhe um breve reparo sobre o que acabara de ouvir mas desisti um segundo depois. Admitamos que o senhor doutor não apreciava a minha emenda e pensava uma pequena vingança, por exemplo "olha esta rapariga agora a corrigir-me! Quando chegar a hora H vou dizer que o médico anestesiologista está de folga". Assim sendo e dada a minha pouca tolerância à dor, mantive-me em silêncio com medo de represálias. Confesso que até devo ter esboçado um sorriso amarelo. É que uma pessoa naquela cadeira não está em posição condições para nada! 😊

5 comentários

Comentar post

A Blogger

Sigam a Rapariga

Follow my blog with Bloglovin Follow

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D