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A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

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Entrevista a Sara Pinto

Sara Roque Pinto é médica pediatra na Unidade de Infecciologia Pediátrica do Hospital de Santa Maria e na Clínica de Caneças. A meu convite, dispôs-se a partilhar connosco informações pertinentes, úteis e elucidativas sobre o sarampo, uma doença infecciosa aguda, viral e extremamente contagiosa, sendo a vacinação a única forma de prevenção. 
 
A vacina VASPR (contra o sarampo, papeira e rubéola) está incluída no Plano Nacional de Vacinação (gratuito) e é feita nas crianças aos 12 meses e aos 5 anos. 
 
Seguem-se dez perguntas e dez respostas curtas e diretas sobre o que devemos saber sobre esta doença que, recentemente, levou à morte de uma jovem não-vacinada. 
 

CV photo_Fotor1.jpgDr. Sara Pinto  

 

 
1- Quais os sintomas, causas, prevenção e sequelas do sarampo?
O quadro clínico do sarampo caracteriza-se por febre alta, tosse, conjuntivite e posteriormente um rash (manchas no corpo). É causado pelo vírus do sarampo. Previne-sel através de vacinação. As principais complicações do sarampo são diarreia, pneumonia, encefalite (infeção do cérebro) e ainda uma complicação que ocorre muitos anos depois da doença, a panencefalite esclerosante subaguda.
 
2- Que tratamento deve ser administrado?
Não existe nenhum tratamento específico.
 
3- Como é feito o contágio da doença do sarampo?
A transmissão é feita de pessoa a pessoa através da tosse e espirros.
 

4- Os últimos dados apontam para 25 mortes na Europa (Roménia, Itália) e 25 pessoas contaminadas em Portugal. Há razões para temermos uma epidemia? 

Apesar do aumento de casos no início de abril, a situação está razoavelmente controlada em Portugal.

 
5- Escreveu-se que a Direção-Geral da Saúde ponderava antecipar a idade da vacina contra o sarampo que hoje é administrada aos 12 meses. O que tem a dizer da ideia?
A antecipação da vacina só se justificará caso haja um número crescente de casos de sarampo em Portugal. A vacina não é muito eficaz abaixo dos 12 meses.
 
6- O que acha dos "pais anti-vacinas"?
As vacinas evitam e evitaram milhões de mortes em todo o mundo. Felizmente, em Portugal, já não vemos muitas destas doenças porque temos ótimas taxas de vacinação. Os "pais anti-vacinas" preocupam-se demasiado com os raríssimos efeitos adversos das vacinas porque nunca viram a potencial gravidade das doenças que elas previnem.
 
7- Já se confrontou com casos desses no seu consultório? Como reagiu? Ou como reagiria se se deparasse com tal situação?
No consultório não, mas no hospital sim. A situação deve ser lidada com bom senso, desmistificando preconceitos e falsas crenças sobre as vacinas e mostrando a gravidade das doenças que as vacinas previnem e que, felizmente, já pouco vemos.
 
8- Como acha que se pode mudar mentalidades a esse nível? Tornando o Plano Nacional de Vacinação (PNV) obrigatório? 
Essencialmente, mostrando dados científicos. As vacinas são eficazes e seguras e essa é a mensagem que temos de continuar a veicular. Não creio que tornar as vacinas do PNV obrigatórias seja a solução.
 
9- Deveria haver uma penalização para quem optasse por não vacinar os filhos?
Na minha opinião, esse não deve ser o caminho.
 
 
10- Por último, peço-lhe que deixe uma mensagem a todos os pais que estão a ler esta entrevista ... 
Vacinem os vossos filhos. Podem estar a salvar-lhes a vida. É um ato tão importante como alimentar, educar e amar. 
 
 
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