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A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

Depois do fogo ...

Tudo o que escreva sobre a tragédia em Pedrógão Grande pode parecer, de certa forma, superficial perante a dor e a desolação que agora toma conta das vidas daqueles que sobreviveram aos incêndios. Foi, sem dúvida, um fim-de-semana que nos marcou para sempre. Pela dimensão do fogo, pela velocidade a que se propagou pela floresta, pela violência das imagens e pelo número de feridos e mortos. No primeiro direto televisivo que vi no sábado à noite não consegui de imediato perceber a dimensão da tragédia, até porque também ainda pouco se sabia, só mesmo que os ventos estavam fortíssimos e que algumas aldeias começavam a ficar cercadas pelo fogo. Dali a uma hora voltei a ver notícias e, aos poucos, fui percebendo o martírio que se estava a viver naquela zona do nosso país! 😪 

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Não consigo sequer imaginar o sofrimento que se vive naquelas aldeias. Aldeias como a minha em que todos são vizinhos, conhecidos, primos ou parentes afastados. Em que basicamente todos se conhecem e que, um dia, um fogo demoníaco levou alguns e deixou outros com perdas irreparáveis e com marcas profundas para todo o sempre! 

 

E agora?

Há quem diga "a vida continua" e eu acrescento, "a vida continua mas uma merda!". Quem sobreviveu ao maldito fogo terá de refazer a vida onde já nada parece fazer sentido, num cenário de terror, de casas desfeitas, de estradas da morte, de vidas interrompidas, rodeados de histórias de pânico e agonia! Viver naquelas aldeias depois do que aconteceu deve ser desumano.

 

É quase impossível ver as aterradoras imagens que nos chegam pelos meios de comunicação social (algumas desnecessárias!) e não pensarmos "e se fosse na minha aldeia ... o que é que conseguiria salvar em poucos segundos?, para onde deveria fugir?"

 

Deixo o meu lamento e profundo respeito por todos os que foram afetados por esta tragédia e desejo a maior das forças a todos aqueles agora têm, não de partir do zero, mas do negativo e continuar a viver/sobreviver, a renascer das cinzas! 

 

💔

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