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A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

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CompletaMENTE (2)

Todos Diferentes, Todos Diferenciados

 

Conversa de mães enquanto esperam os filhos durante um jogo de futebol: filhos, escola, filhos, escola. Invariavelmente, filhos e escola. Temas transversais, comuns a todos e supostamente ligeiros, não sendo, no entanto, ligeiros ‘at all’. Uma das mães de um amigo do meu mais velho dizia num desses encontros, que uma das professoras da escola do seu era menos popular entre os pais por trabalhar com os seus alunos em grupos, de acordo com o seu aproveitamento. Que os pais sentiam que a professora exclui e rotula.

 

Primeiro pais, antes de serem vocês a rotular a professora, por favor, conversem com ela acerca das vossas preocupações. Depois, muito embora, não conheça de todo o trabalho da profissional em questão, arrisquei pensar (e bolas, pensei mais uma vez em voz alta) que se calhar a senhora crucificada seria aquela, que muito provavelmente trabalha melhor. Espanto. Clarifiquei então, exatamente da forma que explico também o meu filho, quando este se queixa de ser tratado de forma ‘diferente’ (por mim, pela professora, pelas primas, por todos).

 

Não sei porque é que ser diferente, nunca significa ser melhor. É sempre mal interpretado, arredondado para baixo. Mas não na escola. Na escola todos são diferentes e todos gostamos disso. Incluímos, valorizamos, aprendemos com as singularidades de cada um. A bem dizer, uma escola inclusiva não colmata as diferenças, anulando a personalidade de cada um. Uma escola inclusiva diferencia para que todos os alunos, quaisquer que sejam os seus talentos ou dificuldades, se sintam integrados, motivados e capazes.

 

Isto é diferenciação pedagógica e está na lei (sim pais, é obrigatória!), mas qualquer professor competente dispensa a lei e a aplica diariamente para ajudar os alunos mais distraídos, para motivar os que terminam tudo em cinco minutos e depois só ficam a fazer disparates e para manter ocupados e interessados os alunos ditos ‘médios’. (Serão estes os grupos de que se falava? Certamente.)

 

Se todos somos diferentes, todos devemos ser diferenciados. A diferenciação pedagógica ajuda cada aluno a seguir o seu percurso de uma forma mais natural (holística, até), diminui o stress e atenua problemas de comportamento.

 

A diferenciação pedagógica não rotula, pelo contrário inclui e conclui que cada um tem o seu valor. Respeita, motiva e tem muitas formas, mas nenhuma se esconde sob o nome de discriminação.

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Vivamos então com alegria o facto de sermos todos diferentes e necessários por essa mesma diferença. Por nos completarmos.

 

Afinal, todos diferentes, todos diferenciados!

 

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Sónia Vaz

 

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