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A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

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CompletaMENTE (1)

 O bullying na sua mais secreta e (talvez mais) poderosa forma

 

Estamos todos fartos de falar, de discutir bullying. Sim. Já todos opinamos, choramos e avisamos os nossos filhos e os nossos alunos acerca do bullying que acontece nos intervalos ou à saída da escola. Do bullying entre colegas. Mas existe nas escolas uma outra e velha forma de bullying. O praticado pelos professores sob a (in)discreta ditadura do sistema. Aquele que este justifica, e que os professores não contrariam. O bullying que cala as ideias, abafa a criatividade, instala a inércia, consome a motivação.

 

Este é o bullying que leva ao insucesso escolar, ao descrédito do ensino e do papel do professor, aos problemas de comportamento, à derradeira insatisfação. Causa stress, retenção e inúmeros, incontáveis problemas familiares.

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O sistema cala a voz dos alunos. Há imensa matéria que temos de dar para o teste e os miúdos querem é falar. Não temos tempo. Calem-se e façam a ficha. Têm de se preparar para o teste. De fazer oitenta exercícios e treinar mil vezes as palavras. Para depois, despejarem no teste e se esquecerem de tudo mal toque para o intervalo. E nós permitimos. Calamo-nos. E os miúdos também. Vamo-nos calando, acomodando todos. Fazendo fichas e fichas para cumprir o programa e para terminar o manual que os pais pagaram. Mas o que sobra disto? O que se aprende? O que levam os miúdos dos melhores anos das suas vidas? Do que se vão lembrar quando pensarem na escola? Das fichas? De empinar matéria para um teste?

 

Ninguém me consegue convencer disso. Temos o dever de fazer os nossos alunos e os nossos filhos falarem. De os ensinar a terem uma opinião e de não terem medo de serem julgados por ela. Aliás, devemos mostrar-lhes que isso é um prazer. Um dos maiores prazeres da vida: pensar e trocar ideias, conversar com os outros, criar.

 

Mas o sistema cala e os professores, stressados, apavorados, permitem-no. Estamos a criar robôs em série, crianças que ficam perdidas quando lhes dizemos que podem fazer qualquer coisa, que usem a sua imaginação. Mas o que é isso? Posso fazer o que eu quiser? Mas eu não sei o que quero. Tens de me dizer o que eu quero…

 

Não, meu amor. Não te vou dizer nada. Vou guiar-te até onde tu podes voar. Vou mostrar-te que consegues muito mais do que aquilo em que acreditas. Que te consegues superar e reinventar. Porque quero que amanhã, o meu mundo seja melhor e esse mundo depende de ti que hoje dependes de mim.

 

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Sónia Vaz

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