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A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

A Rapariga na Aldeia

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Aprender a Viver

Longe vão os tempos das minhas certezas absolutas em relação ao mundo. A palavra "nunca" deixou de ser usada e fujo dela a sete pés. Atribuo à idade/experiência o facto de perceber que fazer grandes planos de vida nem sempre é o mais saudável. Pode sufocar, destruir, desiludir e impedir-nos de andar para a frente! Aprendi a ouvir "não" e a saber aceitá-lo de forma mais pacifica. Aprendi a dançar conforme a música. Barafusto muito menos mas falo muito mais. Determinada sim mas não como aos dezoito anos. Defendo as minhas ideias até à exaustão quando acho que tenho razão e agrada-me cada vez mais ouvir pontos de vista diferentes dos meus. Geralmente significa que temos conversa para duas horas. O que é bom. Aprecio gente cheia de assunto! Gosto cada vez mais de conversar com pessoas mais velhas e dou grandes palestras aos meus filhos sobre a quantidade de coisas boas que podem aprender com quem já viveu noventa anos. No trânsito, faço sinal de reprovação a quem vai a conduzir e a usar o telemóvel, para grande vergonha dos meus filhos! Quem diria?!!! Quando há uns anos, era eu a transgressora! Os cabelos brancos acrescentaram-me prudência. É que não podem servir só para beneficiar os cabeleireiros! 

 

Consigo gerir melhor o afastamento de algumas pessoas da minha vida e estou mais recetiva à entrada de outras. Creio que as pessoas se afastam porque deixam de ter pontos em comum, deixam de ter assunto, porque não frequentam os mesmos locais, não ouvem as mesmas músicas, não vêm os mesmos filmes. Percebi que viver com o coração na boca nem sempre joga a nosso favor e que, por vezes, uma negação em silêncio, um encolher de ombros ou um revirar de olhos é suficiente para sairmos melhor na fotografia. Tenho mais dark times do que nos meus tempos de jovem. Penso na doença e na morte com mais frequência. Acredito que não sou exceção. Deve haver muita gente com flashes semelhantes aos meus.

 

Apesar de me considerar pouco premeditada, cresce em mim uma ligeira tendência para pensar em diferentes cenários e nas respetivas consequências. Há uns anos dizia "quem vier a seguir que feche a porta", que significava qualquer coisa mais agressiva como "estou-me a..." Basicamente hoje sou mais ponderada o que não quer dizer que por dentro não esteja a explodir. Aprendi, com esta idade, a contar até dez! Vejam só. 

 

A idade/experiência de vida é este vai e vem de coisas boas e más que eu vou agarrando ou largando consoante os meus interesses ... 

Tudo isto para dizer que é importante SABER VIVER e, como tudo na vida APRENDE-SE! 

 

Gustavo Santos já foste! 😜

E se me ponho para aqui a escrever sobre o amor, o Pedro Chagas Freitas que se cuide ou peça a reforma antecipada! 😜

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