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A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

Uma Macaca na Cidade (32)

CADAVRE EXQUIS – BORA LÁ!

 

Relembro que as inscrições já fecharam e que não serão consideradas outras participações para além das que se seguem: Euzinha (Macaca), Cátia (A Rapariga na Aldeia), Happy, Chic’Ana e Charneca em Flor (poucas, mas seguramente boas!)

 

Peço às intervenientes que tentem não demorar mais de 4 dias (a contar do dia em que receberam a vossa “deixa”) a enviar a vossa participação. Obrigada.

 

Uma vez que uma palavra me parece insuficiente para dar vida ao velho adágio "quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto" e possa criar demasiada entropia num sistema que (apesar de tudo) vive dessa entropia... Deixo para a primeira participante – na realidade a segunda, na medida em que a primeira estória já está escrita aqui pela macaca – mais do que uma palavra. É uma expressão, uma ideia, um ponto de partida.

 

Fica então a “deixa”, para a Cátia (A Rapariga na Aldeia): Poucos eram os que ficavam indiferentes à menina que sorria com o coração.

 

Cátia, fico à espera da tua contribuição para este cadavre exquis até à próxima sexta-feira, por e-mail (macacagravaporcima@gmail.com). 

 

Beijos e boa(s) escrita(s) a todas.

 

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Uma Macaca na Cidade (31)

Desafio #1 – Cadavre exquis

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Há uns anos lancei um desafio no sótão que teve uma excelente adesão e um resultado muito interessante. Achei que podia ser giro replicá-lo aqui na aldeia, com outras pessoas (e com as mesmas, que queiram voltar a participar) e com outro resultado, claro está…

 

Se me estão a ler é porque, muito provavelmente, têm um blog. Se têm um blog é porque gostam de escrever. Se gostam de escrever este é o desafio certo para vocês.

 

Já ouviram falar de cadavre exquis? Se não ouviram vão lá num instante googlar, se faz favor.

 

A ideia é, tão pura e simplesmente, a de escrever uma estória, coletivamente (também há cadavres exquis de pintura/desenho).

 

Para já preciso de saber quem alinha. A única condição é que tenham um blog. Para confirmarem a vossa intenção de participarem têm que comentar este post com a frase "I'm in!" até ao próximo dia 3 de julho. Deixem também o vosso nickname, e-mail e URL do blog.

 

Assim que as inscrições acabarem, eu escreverei a primeira inserção deste cadavre exquis (cada uma das participações não poderá exceder as 15 linhas), mas apenas publicarei a última palavra da minha estória. Depois, passarei o desafio a um dos inscritos, publicando essa palavra e o nome do participante aqui no blog. Essa palavra será o ponto de partida para a sua estória. Essa estória não poderá ser publicada no blog do participante, mas sim enviada para mim por e-mail (macacagravaporcima@gmail.com). Dessa estória que me for enviada publicarei novamente a última palavra, passando o desafio a outro participante e assim sucessivamente. A ordem das estórias obedecerá à ordem de inscrição.

 

Só no final a estória será publicada na íntegra.

 

Já estou curiosa (e muito nostálgica, porque este era um jogo que costumávamos fazer com frequência nas aulas do liceu, passando o papelinho dobrado de carteira em carteira, com jeitinho para o prof. não nos apanhar)

 

Estão abertas as inscrições.

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 Macaquinhas no Sótão 

Uma Macaca na Cidade (30)

Lisboa em festa*

 

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Desculpem a ausência da semana passada, mas foi feriado na cidade: O feriado de Lisboa! Aqui a macaca não esteve de férias como os 99,9% da população ativa portuguesa, mas numa semana de trabalho dia-sim-dia-não e entre uma dose dupla de varicela lá em casa, sempre foi possível descansar, fazer algumas arrumações e… tcham nam nam nam… ir namorar aos santos populares.

 

Acho que foi a primeira vez que fui aos santos sem ser na própria da noite de Santo António, mas nem por isso a enchente e a diversão foram menores (era igualmente véspera de feriado). Sendo nós apenas dois, foi fácil arranjar um sítio bem catita para jantar, no coração de Alfama, sem esperar horas em filas… O belo do caldo verde e a sardinha com salada de pimentos souberam mesmo bem, e foram degustados numa mesa de madeira com bancos corridos, entre turistas, casalinhos e famílias portuguesas.

 

Depois do jantar, ainda deu para apreciar o rio e as vistas da nossa maravilhosa cidade a partir de um dos muitos miradouros, dar um pezinho de dança ao som do Aperta, aperta com ela e deixar uma velinha na estátua do Santo António, esse querido… Um must! Ficámos com imensa vontade de voltar, uma destas noites, com o nosso mais velho, para ele ver o que são as festas da sua cidade.

 

Até ao final do mês, as festas de Lisboa oferecem tradição e diversão nos bairros históricos. Não percam! Mas, ficam algumas dicas para sobreviverem: mandatório ir e voltar de transportes; levar sapatos fechados (ténis, de preferência), porque as pisadelas (a par das sardinhas) são o prato do dia e porque vão andar bastante em modo todo-o-terreno; aguentar a bexiga o mais que conseguirem ou pagar (e não bufar!) para usar o WC; levar apenas o essencial na carteira; preparar-se para ficar impregnado de cheiro a sardinhas; dançar e entoar músicas pimbas e marchas populares como se ninguém estivesse a ver.

 

* bem sei que o país está de luto, e que até amanhã as festas estão canceladas, mas até ao final do mês, aproveitem, se puderem.

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Macaquinhas no Sótão

 

Uma Macaca na Cidade (29)

Voleibol

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Foi, durante boa parte da minha adolescência e início da idade adulta, o meu desporto de eleição. Ainda é! Muito por influência da minha irmã mais velha (e única!) que praticou voleibol a sério (federada) durante vários anos, em clubes de relevo de Lisboa e como atleta federada no melhor clube do mundo: o SPORTING! (espero que a Cátia não faça censura clubística às suas cronistas… eheheheheheheh).

 

Eu que assisti a imensos jogos da mana e a acompanhei neste trajeto fui ficando com o bichinho. No liceu, alguns intervalos eram aproveitados a dar toques, em rodinha, com os amigos. Na praia, havia sempre uma bola para praticarmos e passávamos o dia naquilo, incansavelmente. Só na faculdade a coisa tomou contornos um pouco mais sérios, quando eu e uma colega (que também tinha o bichinho) começámos a treinar num clube de Lisboa e criámos, não só uma equipa de voleibol feminino, como um Núcleo Desportivo, no seio da Associação de Estudantes da faculdade. Foram tempos bons, em que chegávamos a faltar às aulas para ir treinar. O nosso equipamento era a coisa mais horrorosa que possam imaginar – uma camisola e calção minúsculo de licra azul elétrico – mas que nós envergávamos com orgulho. Nunca fomos espetacularmente boas, mas a diversão e a prática de exercício físico era garantida. Às vezes, a frustração também!

 

Durante anos, o bichinho ficou adormecido… Engraçado que dias antes do anúncio oficial do Sporting sobre o regresso da modalidade ao clube (ver AQUI) eu tenha sentido umas saudades inexplicáveis de jogar volei!

 

O meu filho já tem uma bola de voleibol (que a tia lhe ofereceu) e às vezes quer que eu lhe explique como se joga. Até já se safa muito bem a fazer a manchete. Às vezes também gosta de ficar a ver alguns jogos na TV, para desenjoar do futebol.

 

Fico feliz que o Sporting recupere esta nobre modalidade. Fico mesmo. E agora que voltei ao exercício físico, ando com uma enorme curiosidade de voltar a entrar em campo e ver se ainda dou uns toques…

 

MORAL DA HISTÓRIA: escolham aquilo que vos dá mais prazer e força! Ao início pode parecer difícil, mas quando se começa depois não se quer parar! (ACREDITA CÁTIA!) Façam exercício físico, pela vossa saúde. Seja ele voleibol, crossfit, running, natação ou caminhadas. Mexam-se por amor da santa!

 

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Uma Macaca na Cidade (28)

Tottigol

 

No domingo passado, aos 40 anos de idade, Francesco Totti, o eterno capitão da equipa de futebol italiana AS Roma, despediu-se dos relvados.

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Dei por mim a chorar com Totti, a mulher, os três filhos e as mais de 50 mil pessoas que estavam naquele estádio.

 

Não só por ser um futebolista da minha geração, que marcou efetivamente uma geração – e um daqueles que é verdadeiramente como o vinho do Porto, tal como o Luís Figo, o David Beckam ou o Fabio Canavarro (suspiros!) –, mas também por ser italianos, já que sempre tive um especial carinho pela squadra azzurra, e o paradigma do romano (feio, porco e mau, mas em bom! – isto é um conceito um bocado incongruente, mas não sei explicar melhor…). Mas, muito especialmente, por encarnar aquele que é o verdadeiro espírito do “amor à camisola” tão raro no futebol e no mundo em geral, nos dias de hoje.

 

A carta de despedida, escrita pelo jogador, traduzida e publicada na íntegra pelo jornal Público AQUI é escrita com o coração, de peito aberto. Destaco esta parte: 

“Desculpem por não dar entrevistas para esclarecer os meus pensamentos, mas não é fácil apagar a luz. Tenho medo. E não é o mesmo medo que se sente quando se está prestes a bater um penálti. Desta vez, não posso ver o que está à minha frente como via pelos buracos da rede. Permitam-me que tenha medo”.

 

Que bonito e corajoso este assumir do medo… De Homem, mesmo! Ter medo é muito humano. Ser corajoso não é não ter medo, mas sim usar esse medo para crescer.

 

Totti dá-nos a todos uma lição muito grande de HUMILDADE e de LEALDADE, valores tão escassos nos dias que correm. Talvez por isso esta despedida mexa especialmente connosco.

 

São quase 30 anos dedicado ao mesmo clube, caramba! Parafraseando o jogador: “Maldito tempo!”, que passa tão célere…

 

“Estou orgulhoso e feliz de ter dado ao Roma 28 anos de amor. Amo-vos”, diz ele.

 

Nós também te amamos Totti!

 

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Uma Macaca na Cidade (27)

A CADEIRA

 

Sim, todos conhecemos A cadeira.

 

Que atire a primeira pedra (ou neste caso, peça de roupa!) quem nunca teve ou tem ainda no seu quarto A cadeira.

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A cadeira é originalmente adquirida e colocada no quarto com intuito decorativo ou prático (este confesso que nunca entendi bem, porque se temos uma cama para dormir/repousar e sentar/descansar, para que precisamos de cadeira no quarto?), mas cedo se transforma n’A cadeira!

 

A cadeira é, nada mais, nada menos, que O mono para onde são atiradas aquelas peças de roupa que vestimos, mas que ainda não estão demasiado sujas/amarrotadas para por para lavar, nem suficientemente limpas/aprumadas para tornar a dobrar/pendurar no roupeiro. E se não estavam ainda demasiado amarrotadas acabam por ficar, porque A cadeira é tudo menos o sítio apropriado para guardar roupa. E depois o que acontece? Acabamos por não voltar a vestir as peças que atirámos para A cadeira porque estão todas abandalhadas e lá as atiramos para dentro do cesto da roupa suja.

 

Então, pergunto-me, porque caímos todos, invariavelmente, neste erro de ter A cadeira no quarto? E até há algumas alternativas engraçadas, quer a nível prático, quer estético/decorativo e eu até tenho uma lá em casa: um cabide de pé, vintage, em madeira escura (muito bonito mesmo). Também há charriots bem engraçados, para um toque mais alternativo. Ou biombos… Os biombos costumam ser lindos mas, atenção, acabam por cair no mesmo problema d’A cadeira!

 

Lá em casa (no quarto), a autoria da instalação “A cadeira” é essencialmente do meu marido, embora eu por vezes dê uma perninha (é mais uns jeans ou um soutien) como coautora.

 

Não me perguntem porque não usamos os bonitos cabides de pés que temos, porque também não vos sei responder…

 

Procuram-se soluções!

Aceitam-se sugestões!

 

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Macaquinhas no Sótão 

Uma Macaca na Cidade (26)

A CUP OF JO

 

Hoje a minha sugestão é um “vá para fora, sem sair de casa”.

 

Assim uma espécie de passeio virtual pela blogosfera, com aterragem em Nova Iorque, mais concretamente em Brooklyn.

 

Dei por mim a refletir sobre esta minha paixão – acho que posso dizê-lo sem medos, é de facto uma paixão! – por blogs e apercebi-me de que há um blog que está lá desde o início, foi um dos primeiros que explorei e que é, para mim, um dos blogs mais completos.

Falo do A CUP OF JO, da doce Joanna Goddard, uma mãe norte-americana, com uma vida (e um blog) simples e despretensiosa e dois filhos super-fofos.

 

Esteticamente o blog é irrepreensível. No que toca aos conteúdos, a Joanna tanto fala de um novo baton da MAC que a faz sentir bonita num dinner date com o seu marido Alex, como aborda a difícil temática da infertilidade, sempre com um cuidado, bom senso e mindfulness impressionantes. É precisamente aqui que acho que o CUP OF JO faz a diferença, na forma de abordar as questões mais difíceis e de nos por a pensar sobre elas, muitas vezes de uma forma que nunca tínhamos pensado.

 

As sugestões de links para o fim de semana são SEMPRE imperdíveis e invariavelmente divertidas/úteis/importantes/atuais.

 

A maternidade é, inevitavelmente, um tema incontornável e ainda que o blog seja mais destinado ao público feminino, a perspetiva masculina é amiúde ressalvada e não esquecida (seja com sugestões de presentes para o dia do pai ou com reflexões sobre paternidade e relações nos dias que correm).

 

Por todas estas razões, o CUP OF JO merece a vossa visita (diária), acreditem!

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E vocês?

Qual o vosso blog (além-fronteiras) preferido?

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Macaquinhas no Sótão

 

Uma Macaca na Cidade (25)

“Os meus olhos são holofotes, a policiar o infinito”

Almada Negreiros (1893-1970)

 

Está patente até ao próximo dia 5 de Junho, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, uma exposição antológica mostra a obra de José de Almada Negreiros, um artista que catalisa a vanguarda nos anos 1910 e atravessa todo o século XX.

 

“A exposição apresenta um conjunto de obras que reflete a condição complexa, experimental, contraditória e híbrida da modernidade. A pintura e o desenho mostram-se em estreita ligação com os trabalhos que fez em colaboração com arquitetos, escritores, editores, músicos, cenógrafos ou encenadores. Esta escolha dá também visibilidade à presença marcante do cinema e à persistência da narrativa gráfica ao longo da sua obra. Juntam-se ainda obras e estudos inéditos que darão a conhecer diferentes facetas do processo de trabalho artístico de José de Almada Negreiros”, pode ler-se na apresentação da exposição, no site da Gulbenkian

 

“Os meus olhos não são meus, são os olhos do nosso século!”, diz Almada e nós acreditamos!

 

A exposição é de uma riqueza artística notável e facilmente encontramos referências gráficas do nosso imaginário de pessoas com parte da sua vida passada no séc. XX. A sensação de “olha este azulejo/cartaz, não fazia ideia que era do Almada…” é constante. É uma exposição que vale a pena, mesmo para quem acha que Almada e Negreiros são clubes de futebol da 3ª divisão (quem não conhece a velha piada do Almada-1 x Negreiros-0? 😁😁😁).

 

Tinha imensas saudades de ir a um museu, ver uma exposição. É algo que adoro fazer e que já há algum tempo que não tinha oportunidade. Assim, aproveitei a manhã do Dia da Mãe, peguei na baby mais nova e lá fomos as duas.

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Perdoem-me a má qualidade das fotos, mas a Maria – ao contrário do Manel, que ficava sempre muito atento (ou a dormir… acho que era mais isso!) no carrinho quando resolvia levá-lo a exposições/museus – resolveu não parar quieta, berrar e espernear para sair do carro e só quis andar de mão dada e a empurrar o próprio carrinho ou a gatinhar (ou melhor, a arrastar-se) pela exposição fora… Acho que ela gostou particularmente dos sofás que pontuam a sala de exposições, e que para ela serviam de apoio. Por acaso não sei quem os desenhou, mas tenho quase a certeza que não foi o Almada…

 

Anyway… Não percam! Ideal mesmo é levar farnel e fazer um pic-nic nos jardins da Fundação.

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Uma Macaca na Cidade (24)

Nem de propósito…

 

“Conversar sobre os livros é ler com os amigos” é o lema da iniciativa que Alvalade, Capital da Leitura, que começa hoje e termina a 14 de maio.

 

Um lema muito a propósito da minha crónica anterior… E que, posto assim, quase me faz mudar de ideias sobre os clubes de leitura.

 

Mas vamos ao que interessa: Alvalade volta a mostrar o seu dinamismo e a provar que é um bairro onde dá gosto viver! Grande iniciativa, sim senhora!

 

A abrir o apetite para a grande Feira do Livro, que está mesmo aí a chegar…

 

As atividades no âmbito desta iniciativa – que incluem palestras, oficinas e uma feira do livro – são para todas as idades e vão ter lugar em diversas zonas do bairro, como centros comerciais, museus e escolas primárias.

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Os dias 6, 7 e 13 de maio vão ser dedicados à literatura infantil. As crianças vão poder participar numa oficina de livros pop up (6 de maio, às 15h), onde vai ser possível transformar alguns desenhos em histórias de fantasia. Vão ainda poder visitar a Biblioteca Nacional (13 de maio), onde se situa um pequeno hospital de livros que precisam de ser remendados. O bairro a dar cartas e a usar dos seus trunfos, como a Biblioteca Nacional!

 

Os programas dos outros dias incluem apresentações de livros; uma exposição sobre a obra de Jane Austen, organizada pela Faculdade de Sociais e Humanas de Lisboa; um espetáculo de Poesia Performativa, por Paulo Condessa; e até um espaço onde Rodolfo Castro vai ser o “pior contador de histórias do mundo”, numa atividade reservada para o Dia da Mãe (domingo, 7 de maio).

 

No auditório da sede da Junta de Freguesia, vai acontecer a conferência “São Livros Para os Meus Ouvidos”, moderada por Carlos Vaz Marques que vai ter a participação de Pedro Mexia e do músico Samuel Úria.

 

O evento tem entrada livre e termina a 14 de maio, nos jardins do Bairro das Estacas, onde vai acontecer uma Feira do Livro Infantil, das 10 às 19 horas. Além da celebração do 35.º aniversário da coleção de livros “Uma Aventura”, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, a organização convida todos os visitantes a levarem livros para que os possam trocar com desconhecidos num pequeno piquenique.

 

Para se inscrever nas suas palestras favoritas e no espetáculo de stand-up, envie um e-mail para comunicacao@jf-alvalade.pt, onde deve colocar o nome, a idade e o contato. Consulte a página oficial do evento para ficar a conhecer estas e outras atividades que fazem parte do programa oficial.

 

Venham daí! Todos a Alvalade!

E vivam os livros!

 

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Uma Macaca na Cidade (23)

Clube(s) de Leitura 

 

Desafiou-me a Rapariga a seguir o seu exemplo e inscrever-me no Clube de Leitura da Cocó… Que é um excelente incentivo para ler, pelo menos, um livro por mês. Sem dúvida que sim! A verdade é que ler faz parte do meu ADN e não preciso de grandes incentivos para ter a mesa-de-cabeceira a tombar de volumes ou um livro diariamente a fazer-me companhia na carteira. E pode não parecer, mas as moças da cidade são muito tímidas. Eu sou. E isto de ler, para mim, é um exercício/experiência muito pessoal/solitária/individual. Não me estou a imaginar numa sala com imensos estranhos a discutir coisas que por vezes são francamente íntimas. Nada contra, mas a mim faz-me espécie. 

 

Já escrever, é outra coisa… Vai daí, vou falar-vos do livro que acabei de ler há uns dias e de que a Rapariga aqui já falou em jeito de sugestão natalícia (se bem me recordo):

A Gorda, de Isabel Figueiredo. 

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Posso dizer que me remeteu amiúde para a minha escritora portuguesa contemporânea de eleição – a Dulce Maria Cardoso – o que por si só é um ponto muito positivo. A escrita é crua como eu gosto, mas não tanto como a da Dulce Maria. Crueza contudo suficiente para me deixar com aquele nó permanente na garganta. 

O ritmo da escrita é incrível… A princípio parece tão simples (quase simplista), mas depois apercebes-te que estás sempre na iminência do choro, sem entenderes bem porquê... São a solidão, a insegurança e o desamor no feminino – fio condutor desta estória –, bem com as referências ao quotidiano e à contemporaneidade que fazem com que o leitor facilmente se identifique com esta personagem, com A Gorda. 

É uma leitura muito fácil e nada demorada, mas pesada e daqueles textos que ficam a remoer cá dentro (como eu gosto!). 

 

E vocês? O que andam a ler? 

 

Deixo-vos, a este propósito, um desafio que há algum tempo me foi feito no blog e que me deu um imenso prazer responder. AQUI e AQUI 

 

Rapariga, fico à espera das tuas respostas. Bem como do relato da tua experiência no Clube de Leitura da Cocó, vale?

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